domingo, 30 de setembro de 2007

Última página

Atlantic waves from a hundred yards out in the wild ocean all the way in to shore. Oh, the abandon of it, and the smell of the salt water and the scorching sun! Daylight, he thought, penetrating everywhere, day after summer day of that daylight blazing off a living sea, an optical treasure so vast and valuable that he could have been peering through the jeweler's loupe engraved with his father's initials at the perfect, priceless planet itself - at his home, the billion -, the trillion -, the quadrillion - carat planet Earth! He went under feeling far from felled, anything but doomed, eager yet again to be fulfilled, but nonetheless, he never woke up. Cardiac arrest. He was no more, freed from being, entering into nowhere without even knowing it. Just as he'd feared from the start.

Roth, Philip. Everyman, New York: Vintage Books, 2006, p. 182.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Scrapbook #1










Jesus & Mary Chain, 07.12.1988
Terre Thaemlitz, Monolake, Radian, 24.10.1999
Miles Davis, 17.03.1991
Sonic Youth, 14.07.1993
Click Click, 31.10.1989

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

sábado, 22 de setembro de 2007

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

terça-feira, 18 de setembro de 2007

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Print #4: contracapas Charlie

A Charlie conheceu várias encarnações e formatos. Na sua versão mensal, durante a década de 1970, as capas e contracapas formavam um todo apelativo, colorido, pop e celebravam frequentemente personagens anónimos como ícones. Os detalhes de capa e contracapa eram sempre retirados de uma história no interior do respectivo número, geralmente um quadradinho a preto-e-branco ampliado para o tamanho da capa e colorido com cores fortes. O detalhe que no interior era discreto ascendia, nas capas, ao protagonismo que faz querer ter as revistas sem querer saber o que está lá dentro. A revista vendia-se em Portugal e, em 1979, custava 120 escudos. Apanhei algumas na Feira do Livro em Lisboa (2007) e outras foram compradas no eBay, aqui em baixo estão as melhores contracapas do lote. Cliquem para ficarem maiores e mais bonitas.


Charlie 49 (Fev 1973), detalhe da pág 3 por Wolinski e Pichard


Charlie 52 (Mai 1973), detalhe da pág 89 por E.C. Segar


Charlie 113 (Jun 1978), detalhe da pág 93 por Sydney Jordan


Charlie 120 (Jan 1979), detalhe da pág 30 por Bertrand


Charlie 123 (Abr 1979), detalhe da pág 99 por Sydney Jordan


Charlie 125 (Jun 1979), detalhe da pág 90 por Buzzelli

12 - Desenho by John Buscema @ O Príncipe Submarino - Império em Ruínas

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

terça-feira, 28 de agosto de 2007

sph



Omar-S



Para quem ainda não leu isto por aí: Omar-S é top dog na actual produção de música (chamemos-lhe house). Discos só de ritmo e groove circular, alguns com voz, e como é que não percebemos que, apesar de se sentir, os discos que ele grava são ferramentas? Nada parece muito acabado, e isso afinal era mais do que um traço de carácter. Mínimo de recursos (mas olhem só as máquinas na fotografia antes da entrevista) e não é para máximo impacto, só para fazer a sua coisa. Infinitestatemachine conseguiu uma entrevista impossível. Metro Times, de Detroit, escreveu "Most invisible, uncommunicative tech-house innovator who doesn’t give a shit. Omar-S: This rising underground Detroit star produces limited-edition vinyl tracks on his own FXHE label, and released the full-length "Just Ask the Lonely" to wide acclaim in Germany and the UK, where Boomkat called it "raw, primitive, atmospheric, incoherent — one of the most exciting and un-formulaic techno albums in ages." So what if he’s a paranoid son of a bitch who won’t talk to anybody?" : )

domingo, 26 de agosto de 2007

Tiombe Lockhart


Tiombe Lockhart e Carlos Guerreiro?? Rá!

Uau. Última faixa de todas na mixtape de Thomas Cox do Infinitestatemachine (ver post a seguir) é Tiombe Lockhart. Um pouco ao lado da corrente R&B, TL chama Queen Of Doom a um disco. Ouve-se e não é muito baaadass mas é a escuridão sob a superfície que interessa, a melancolia que não é suposto celebrar uma tristeza específica, não identificá-la, concerteza. Cantou com os Platinum Pied Pipers (Waajeed continua a segui-la), tem duas mãos cheias de temas editados por aí, soa maléfica, a quem ao mesmo tempo precisa de ajuda, gótico e BBC Radiophonic Worshop (às vezes, só). Tem site e MySpace, mais coisas no futuro.

Discos #2


X2/XXarT House Not House/This Moment 12" Nation 2007
Marcellus Pittman Somebody's Out There/Chicago Night 12" Unirhythm 2007
Jak tomou conta, muito para além do revivalismo acid falado há 2 anos. Aqui não se ouve bem o passado, é um modo de fazer música e um respeito pela estrita mecânica dos sons que se escolhem. Uma e outra vez: este é o esqueleto que sustenta a música de dança, uns escolhem mais adornos do que outros, mas a sede pela trip original faz voltar ao básico sempre com prazer. Impressionante. E onde alguns páram para desistir para sempre, nós só saímos por momentos para ver o mundo e regressamos sempre a casa, ao ritmo do coração e da linha de baixo. X2, XXarT, qualquer nome com dois XX a que esteja ligado Melvin Oliphant, oiçam isso. Ele aparece no Discogs com uma t-shirt dos Psychic TV, quais são as hipóteses de ver um gajo negro com uma t-shirt dessas? A militância jak não é cabeça fechada e o conteúdo É a forma.
O primeiro maxi na Unirhythm de Marcellus Pittman saiu em 2006. Como é possível não ter percebido... Era Come See e foi dos melhores maxis de house que não deu para ouvir em 2006. Agora sai Somebody's Out There, sem côr nem acessórios, limpo e lindo. Pittman é o homem. A Flur tem isso, um dia destes. Testdrive 1 não está em nenhum dos maxis, mas é isto! Lamento se não sentirem nada.

"where the wild things are #6" para o márcio.

P



terça-feira, 21 de agosto de 2007

Discos #1

Lime Sensual Sensation LP Polydor 1984
Sensual Sensation é mais um na discografia de Lime. Não encaixam nem a voz FM de Denis Le Page nem as composições demasiado euro. Os dois últimos temas poderiam ter sido tão facilmente salvos com cortes e contenção... Problema são solos de sintetizador muito barrocos e refrões infelizes, mas Extrasensory Perception (pitch -8) e a power ballad The Party's Over soam bem se ninguém olhar para nós nos momentos embaraçosos.
D.D. Sound Disco Delivery MLP Mercury 1977
Os irmãos La Bionda antes de gravarem como La Bionda. Disco FM, genérico (como quase tudo de La Bionda), tem Burning Love que, como os Boney M, vive do confronto entre a voz masculina ultra-grave e os coros femininos. De longe a melhor faixa aqui, mas melhor com menos cordas (demasiado alegres, estragam efeito da voz). Harry Thumann engenheiro de som, tudo em Munique na época de Moroder.
Harry Thumann Underwater/American Express 12" Baby 1979
No meio de American Express a frase "synchronize your heartbeat to the tempo of our time", mais uma canção disco relacionada com comboios, aqui com duplo entendimento. É mesmo o lado A que atrai, não chegava ter o 7" com fade out demasiado precoce. O 12" também tem fade out, mas uns minutos mais à frente. Underwater soa a Patrick Cowley se este fosse menos sintético e jogasse mais com regras clássicas (cordas e sopros). Um épico que apesar dos excessos próprios da época mantém o groove na direcção certa. Finalmente a menos de 10 euros, também.
Robert Görl Night Full Of Tension LP Mute 1984
Primeiro álbum a solo, ainda com os DAF em actividade. É como se as boas ideias de DAF fossem reduzidas para metade, o que as torna fracas. Tem tudo de DAF, o tom sexual da voz, Annie Lennox canta dois temas (não é bom). Wind In Hair tem um twist suficiente para se destacar do resto - Görl coloca um ambiente ténue por cima do beat minimal e a sua voz é certa para a música: gay, 80s, saudade e uma viagem de carro, mas baixem o pitch para -8.
Camaro's Gang Ali Shuffle 12" Break 1984
Muito tempo atrás disto antes de preço razoável. O original é curiosidade de época mas não vale bem o esforço, é o lado B Super Shuffle (também com mais de 8 minutos) que justifica. O som é metálico durante a faixa inteira, as entradas festivas do original são quase todas eliminadas, fica mais robótico e bom.
Break Machine Street Dance 12" Ariola 1983
Canções com assobios são sempre más? Street Dance tem 25 anos de credibilidade old school e um beat de breakdance por baixo, isso torna-a um pouco melhor. Produção disco de Henri Belolo e Jacques Morali (Village fucking People) é provavelmente o que torna a música mais soul, mais longe do puro fetiche beatbox que alimentava a maioria das produções b-boy para breakdance. Instrumental no lado B e grande sequência inicial no video, com o grupo a exibir-se em andamento enquanto o trânsito lá atrás faz pensar que eles se mexem em câmera lenta. Freshh!